sexta-feira, 7 de julho de 2017

"Ser cheio" ≠ "Estar cheio"



"O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas."
Levítico 6:12
         Hoje cedo acordei pensando em uma palavra de Jesus dita ao Victor Azevedo, a qual ele compartilhou em algum momento. Victor falava a respeito da comunhão, do estar com Deus em um relacionamento sério e profundo e, além do mais, constante. A frase dita pelo Mestre, segundo ele, foi a seguinte: “Victor, por que insistes em entrar em um lugar onde você pode permanecer?”.
         Uma das batalhas mais intensas do cristão é contra a inconstância. Vemos uma geração que tem todos os recursos possíveis para propagar o Reino de Deus, a volta do Senhor e Sua Eternidade, no entanto, usamos a tecnologia e todos os apetrechos para simplesmente “usufruirmos”, como se isso preenchesse algum tipo de vazio.
         Quando abri os olhos pela manhã fiquei pensando na frase exposta (já faz alguns dias que o ouvi falar sobre este assunto), porém, não dei ênfase a isto. Todavia, após o almoço fiquei refletindo novamente e, dessa vez, fui levada a aprofundar-me. Enquanto estava fazendo anotações na “agendinha do secreto” comecei a escrever o seguinte: “Ser cheio” ≠ “Estar cheio”. Podemos “estar cheios” do Espírito Santo enquanto O buscarmos, em determinados períodos e situações, contudo, “ser cheio” vai além de épocas, estações, movimentos. “Ser”, segundo o dicionário da Língua Portuguesa, é ter identidade, particularidade, capacidade inerente. “Ser cheio” é encontrar-se na grandeza de Deus, viver imerso no mar da graça de Cristo.
         No versículo exposto (Levítico 6:12) vemos que o fogo arderia sobre o altar, no entanto, o sacerdote tinha uma função: acender lenha nele cada manhã. Hoje, o altar somos nós e para queimarmos de amor por Jesus precisamos da comunhão com Ele, do conhecê-lo; do viver no secreto TODOS OS DIAS. A comunhão é a nossa lenha. 



quinta-feira, 29 de junho de 2017

Indicação / resenha: "1 Timóteo, o pastor, sua vida e sua obra", de Hernandes Dias Lopes.

    Olá, leitores!

    Foi publicado no blog algumas resenhas de livros que li desde o início do ano, no entanto, alguns não foram expostos como, por exemplo, “Ego transformado”, de Timothy Keller. Confesso, pensei em não falar a respeito dos comentários expositivos de Hernandes Dias Lopes, porém, a obra que aborda a primeira carta de Paulo a Timóteo foi estupenda. Não farei uma resenha pois não creio ser possível realizar tal feito, contudo, creio que posso indicá-la de uma maneira convidativa.

    “1 Timóteo, o pastor, sua vida e sua obra” não é um livro para ler sozinho mas, sim, um objeto de estudo onde se deve estar com a Bíblia ao seu lado o tempo inteiro. Hernandes o separou em sete capítulos:

  1. Introdução à primeira carta de Paulo a Timóteo;
  2. A importância da sã doutrina e o perigo das heresias;
  3. Princípios divinos sobre o culto público;
  4. Os atributos da liderança da igreja;
  5. Fidelidade às Escrituras em tempos de apostasia;
  6. Cuidando de pessoas na igreja;
  7. Instruções pastorais à igreja.

    Para quem, assim como eu, sente-se entusiasmado com estudos a respeito do que ocorreu há séculos, creio que irá gastar muito tempo nas primeiras abordagens do autor. Vemos Hernandes explicar aos leitores o contexto em que Timóteo estava inserido e a imensa idolatria que o rodeava. Além de estudarmos o destinatário da epístola, passamos a conhecer Paulo, o autor da carta, apóstolo de Jesus Cristo.

    No primeiro capítulo da carta de Paulo a Timóteo, do versículo cinco a sete, está escrito: “Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia. Desviando-se algumas pessoas destas coisas, perderam em loquacidade frívola, pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações.” - O tema “falsos mestres” é muito abordado por Paulo e, consequentemente, por Hernandes Dias Lopes. Adianto-lhe, seus olhos verão muitas e muitas exposições a respeito disto.

    Com o decorrer da leitura compreendi que foi de grande valia Hernandes ter proporcionado a nós a oportunidade de conhecermos pensamentos de diversos autores cristãos. Em meio às 160 páginas da obra encontrei nomes como John Stott, John Piper, Hans Bürki, Hendriksen e Charles Erdman. Todas as referências expostas estão totalmente ligadas a carta estudada.

    A página 33 me marcou de forma especial, pois nela está o início da abordagem a respeito da saudação apostólica, a qual fixou-se em minha mente.
    “Somente nas duas cartas a Timóteo o apóstolo Paulo usou a tríade de palavras graça, misericórdia e paz em suas saudações. Graça é quando Deus nos dá o que não merecemos; misericórdia é quando Deus não dá o que merecemos; e paz é o resultado tanto da graça como da misericórdia.
    A graça se opõe à ideia de que Deus tem alguma dívida com o homem. A graça se opõe à ideia de que a salvação é conquistada pelo homem. A graça se opõe à ideia de qualquer merecimento.
    Desprovidos de qualquer merecimento, recebemos graça. Merecedores do juízo divino, recebemos misericórdia. Uma vez que recebemos tanto graça, quanto misericórdia, temos paz com Deus.”

    Bom, espero ter ajudado de alguma forma. E, se quer um conselho, busque conhecer as Escrituras antes de mergulhar de cabeça em livros teológicos, expositivos ou reflexivos. Quando se conhece a Bíblia e guarda os mandamentos de Cristo a facilidade de reconhecermos as heresias e falsas doutrinas é maior. Fique alerta!

    Deus te abençoe.
    Jesus te ama! 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

É tempo de buscar ao Senhor.

“Então, eu disse: semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que ele venha, e chova a justiça sobre vós.”
Oseias 10:12

    Entendo que precisamos de sensibilidade a voz do Espírito Santo para entendermos os propósitos de Deus. Sensibilidade não é algo fácil de se adquirir. Por exemplo, com a modernidade, temos acesso a todos os tipos de conteúdos e podemos mergulhar na área que desejarmos, no entanto, por que não optar pelas coisas do alto, como diria Paulo em Colossenses 3:2?

    Sensibilidade está além de lágrimas derramadas e canções entoadas enquanto sorrimos. Para sermos cristãos receptivos a voz de Jesus é necessário busca, empenho e, principalmente, perseverança. Existirão momentos difíceis onde não teremos coragem de lutar a batalha do dia e seguir em frente com a leitura bíblica e a conversa com o Melhor Amigo. Sim, podemos chamá-lo de Melhor Amigo. Cristo é Senhor e Mestre, contudo, declarou em João 15:15: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado  a conhecer”. Deseje conhecer os planos de Deus e Sua voz. Seja íntimo de Jesus. Certa vez, ouvi o Victor Azevedo dizer, em um de seus vídeos, que o que aparece no público é fruto do secreto. Tenhamos comunhão com o Pai.

    Bom, após essa introdução sobre sensibilidade, desejo compartilhar algo que li na Palavra do Senhor e que confrontou-me outra vez. Irei me restringir apenas ao final do versículo que lemos. - A maioria das pessoas está preocupada com seus empregos, estudos e realizações pessoais, todavia, alguns apelam para o extremismo religioso onde foca-se na Obra enquanto o Arquiteto é esquecido. Poderá surgir o seguinte questionamento em sua mente: “Como é possível alguém estar fazendo a Obra de Deus e esquecer-se de Deus?”, no entanto, digo-te que, sim, é possível. Um dos maiores perigos é envolvermo-nos com os trabalhos dentro e fora da congregação e esquecermos de separarmos tempo no secreto para conversar com o Criador e conhecermos Seu caráter e, então, recebermos Dele o alimento puro e saudável. Ele é o pão da vida (João 6:35).

    Em Oseias 10:12 diz que é tempo de buscar ao Senhor. Temos uma espécie de “tabelinha” de todos os nossos compromissos. Copiosamente realizamos todas as tarefas diárias, entretanto, em diversas ocasiões, deixamos que a frieza espiritual nos alcance apagando, assim, o fogo do amor. O Espírito Santo me lembra de Oseias 6:4 onde está escrito: “Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho  da madrugada, que cedo passa?”. Como disse em “Inconstância”, não podemos perder o fogo do primeiro amor e vivermos um sentimento passageiro como a nuvem da manhã e o orvalho da madrugada. É TEMPO DE BUSCAR AO SENHOR. Isaías 55:6: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”.

    “Até que ele venha”, é a frase seguinte. Há pouco mais de dois mil anos é pregada a volta de Jesus, a segunda vinda do Filho de Deus. Sabemos que irá se cumprir, pois Ele é fiel em Suas palavras, no entanto, vivemos a maior parte do tempo esquecidos, adormecidos em nossos prazeres terrenos e alegrias passageiras. A Bíblia diz “até que ele venha”, e não “quando você desejar”. Talvez você já esteja enfadado de tantos assuntos como este ou de palavras ditas por servos de Deus a respeito do cumprimeiro da promessa de Jesus, porém, digo que está escrito assim na segunda carta do apóstolo Pedro (3:1-4): “Amados, esta é, agora, a segunda epístola que vos escrevo; em ambas, procuro despertar com lembranças a vossa mente esclarecida, para que vos recordeis das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos, tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vida? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”. Pedro não apontou apenas o que fazem os escarnecedores, contudo, explicou-nos mais uma vez o imenso amor, graça e misericórdia do Eterno Deus. “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” - 2 Pedro 3:9

    Não sabemos o dia em que o Senhor virá, temos apenas a certeza de que se cumpirá a promessa e, por isso, devemos estar sensíveis a voz do Espírito Santo,  buscando-o em todo o tempo, pois devemos nos empenhar para sermos achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis (2 Pedro 3:14) pois virá, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas (2 Pedro 3:10).

    “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.” - Mateus 24:29:31

    É tempo de buscar ao Senhor, até que Ele venha, “porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24:27).

    Deus te abençoe.
    Jesus te ama!