sexta-feira, 16 de junho de 2017

É tempo de buscar ao Senhor.

“Então, eu disse: semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que ele venha, e chova a justiça sobre vós.”
Oseias 10:12

    Entendo que precisamos de sensibilidade a voz do Espírito Santo para entendermos os propósitos de Deus. Sensibilidade não é algo fácil de se adquirir. Por exemplo, com a modernidade, temos acesso a todos os tipos de conteúdos e podemos mergulhar na área que desejarmos, no entanto, por que não optar pelas coisas do alto, como diria Paulo em Colossenses 3:2?

    Sensibilidade está além de lágrimas derramadas e canções entoadas enquanto sorrimos. Para sermos cristãos receptivos a voz de Jesus é necessário busca, empenho e, principalmente, perseverança. Existirão momentos difíceis onde não teremos coragem de lutar a batalha do dia e seguir em frente com a leitura bíblica e a conversa com o Melhor Amigo. Sim, podemos chamá-lo de Melhor Amigo. Cristo é Senhor e Mestre, contudo, declarou em João 15:15: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado  a conhecer”. Deseje conhecer os planos de Deus e Sua voz. Seja íntimo de Jesus. Certa vez, ouvi o Victor Azevedo dizer, em um de seus vídeos, que o que aparece no público é fruto do secreto. Tenhamos comunhão com o Pai.

    Bom, após essa introdução sobre sensibilidade, desejo compartilhar algo que li na Palavra do Senhor e que confrontou-me outra vez. Irei me restringir apenas ao final do versículo que lemos. - A maioria das pessoas está preocupada com seus empregos, estudos e realizações pessoais, todavia, alguns apelam para o extremismo religioso onde foca-se na Obra enquanto o Arquiteto é esquecido. Poderá surgir o seguinte questionamento em sua mente: “Como é possível alguém estar fazendo a Obra de Deus e esquecer-se de Deus?”, no entanto, digo-te que, sim, é possível. Um dos maiores perigos é envolvermo-nos com os trabalhos dentro e fora da congregação e esquecermos de separarmos tempo no secreto para conversar com o Criador e conhecermos Seu caráter e, então, recebermos Dele o alimento puro e saudável. Ele é o pão da vida (João 6:35).

    Em Oseias 10:12 diz que é tempo de buscar ao Senhor. Temos uma espécie de “tabelinha” de todos os nossos compromissos. Copiosamente realizamos todas as tarefas diárias, entretanto, em diversas ocasiões, deixamos que a frieza espiritual nos alcance apagando, assim, o fogo do amor. O Espírito Santo me lembra de Oseias 6:4 onde está escrito: “Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho  da madrugada, que cedo passa?”. Como disse em “Inconstância”, não podemos perder o fogo do primeiro amor e vivermos um sentimento passageiro como a nuvem da manhã e o orvalho da madrugada. É TEMPO DE BUSCAR AO SENHOR. Isaías 55:6: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”.

    “Até que ele venha”, é a frase seguinte. Há pouco mais de dois mil anos é pregada a volta de Jesus, a segunda vinda do Filho de Deus. Sabemos que irá se cumprir, pois Ele é fiel em Suas palavras, no entanto, vivemos a maior parte do tempo esquecidos, adormecidos em nossos prazeres terrenos e alegrias passageiras. A Bíblia diz “até que ele venha”, e não “quando você desejar”. Talvez você já esteja enfadado de tantos assuntos como este ou de palavras ditas por servos de Deus a respeito do cumprimeiro da promessa de Jesus, porém, digo que está escrito assim na segunda carta do apóstolo Pedro (3:1-4): “Amados, esta é, agora, a segunda epístola que vos escrevo; em ambas, procuro despertar com lembranças a vossa mente esclarecida, para que vos recordeis das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos, tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vida? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”. Pedro não apontou apenas o que fazem os escarnecedores, contudo, explicou-nos mais uma vez o imenso amor, graça e misericórdia do Eterno Deus. “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” - 2 Pedro 3:9

    Não sabemos o dia em que o Senhor virá, temos apenas a certeza de que se cumpirá a promessa e, por isso, devemos estar sensíveis a voz do Espírito Santo,  buscando-o em todo o tempo, pois devemos nos empenhar para sermos achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis (2 Pedro 3:14) pois virá, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas (2 Pedro 3:10).

    “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.” - Mateus 24:29:31

    É tempo de buscar ao Senhor, até que Ele venha, “porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24:27).

    Deus te abençoe.
    Jesus te ama!

terça-feira, 6 de junho de 2017

Inconstância

“Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa.”
Oseias 6:4
               O nosso Deus é o mesmo ontem, hoje e para todo o sempre (Hebreus 13:8). Em toda a Bíblia vemos o Senhor nos amar incondicionalmente como, por exemplo, no Salmo 103: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. Ele é quem perdoa todas as tuas iniquidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia” (3-4). O amor de Cristo é constante, puro e imutável. No entanto, o nosso amor e paixão por Ele pode oscilar.
               Uma das coisas que aprendemos durante a caminhada cristã é a amarmos a Deus pelo que Ele é, e não pelo que Ele faz. Olhar a natureza, contemplar os céus e a imensidão dos mares e encontrar alegria nos animais é dizer que Deus é um artista perfeito. O Senhor Jesus demonstra Seu amor para conosco em todo tempo e o tempo todo, porém, nem sempre olhamos para a criação com o amor que deveríamos. Existe uma “fase” na vida do cristão que é apaixonante. Em tudo que fazemos e enxergamos reconhecemos a grandeza e a glória de Deus, contudo, isso não deve ser considerado uma “fase” mas, sim, algo constante e permanente.
               Não sei o que o seu coração sentiu, porém, o meu doeu ao deparar-se com esse texto de Oseias, o que foi exposto acima. Não quero que meu coração tenha um amor por Jesus cuja comparação são as nuvens da manhã e o orvalho da madrugada, que cedo passa. Fazendo um paralelo com esse versículo, cito Apocalipse 2:4: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor”. O Senhor fala à igreja de Éfeso a respeito de conhecer as obras da mesma. Ele reconhece a perseverança existente e a luta contra os falsos mestres e suas doutrinas mentirosas. Todavia, mesmo com todo o trabalho e perseverança daquela Igreja, ela não tinha amor. O Espírito Santo, então, me lembra de 1 Coríntios 13:1-3: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará”.
               É possível fazer a obra de Deus sem o coração queimar de amor por Jesus. Como vimos, Paulo disse que mesmo entregando o corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso se aproveitará. – Precisamos estar com o coração fervendo de amor por Deus, reconhecendo-o em todos os nossos caminhos e, enquanto isso, Ele endireita as nossas veredas (Provérbios 3:6). Minha oração é que o meu e o seu coração queime de amor por Jesus e que estejamos sensíveis a voz do nosso guia, consolador e amigo, o Espírito Santo.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Resenha: "Cadu e Mari", de A.C. Meyer.

    Olá, leitores!

    Confesso que não pensei, em nenhum momento, que voltaria tão rapidamente para trazer uma resenha nova. Em menos de vinte quatro horas fui surpreendida com o término da leitura de “Cadu e Mari”, de A. C. Meyer, e, por esse motivo, teremos compartilhamento de experiências neste local. Vem comigo!

    “Cadu e Mari foram feitos um para o outro. Gostam das mesmas músicas, têm visões parecidas de vida e até a mesma veia para o humor. E estão perdidamente apaixonados. Têm um futuro maravilhoso pela frente. Exceto pelo fato de que não, eles não foram feitos um para o outro. Não aos olhos do mundo. Para viver esse amor, os dois vão precisar enfrentar preconceitos, vencer intrigas e até desvendar um golpe na empresa de Cadu. Tudo para provar que eles merecem viver seu amor e serem felizes para sempre mesmo vindos de mundos tão diferentes.”

    Como disse anteriormente, na resenha dupla, falarei pouco a respeito da obra, porém, pretendo ser sincera e dar minha opinião genuína a respeito do que li. - Iniciando, digo que apaixonei-me pela capa do livro ao vê-lo no site da Saraiva, no entanto, fui realmente conquista após ler a Sinopse exposta. Acho que todos nós vivemos momentos em que queremos coisas que parecem distantes demais da nossa realidade e isso acontece entre Cadu e Mari. Ela, uma espécie de secretária e, ele, o chefe.

    O frio na barriga que A. C. Meyer descreveu nos momentos de amor vividos por eles eu também senti. Sofri junto com Mari nas ocasiões em que as coisas não estavam em seus devidos lugares e admirei a postura de homem mostrada por Cadu. Existiram momentos em que simplesmente enxerguei falhas nos dois, medos e inseguranças, incertezas e sentimentos que existem em mim e em todos nós.

Vi uma Mari longe do corpo ideal, apenas uma menina extremamente brasileira com suas curvas e    detalhes originais; comia pizza e tentava não se importar com os comentários maldosos ditos na empresa onde trabalhava. Enfrentou o preconceito de Zeca, irmão de Cadu, e de outros funcionários. Contudo, ela amou, simples e puramente, Carlos Eduardo, o homem que se revelou perdidamente apaixonado por ela.

Uma das coisas mais fascinantes que percebi: a autora se preocupou em mostrar a versão de cada um. Pudemos ler sobre as lágrimas e sorrisos trocados, segundo o coração dos personagens principais. - No início, achei que Rodrigo, amigo de Cadu, seria apenas mais um rapaz descomprometido com as mulheres, todavia, ele foi brilhante ao final da história, assim como Laís, a melhor amiga de Mari.

Esse livro de qual estou falando não é apenas mais uma obra, ele é simplesmente um relato de emoções vivenciadas todos os dias em meio a uma sociedade que se torna cada vez mais fria calculista.

Copyright 🇨 2017 por  A. C. Meyer
    Páginas: 280

Obs.: É um livro de romance, sim. É meloso e cheio de dúvidas e certezas. Chorei? Chorei, pode apostar.

NOTA: 10