quarta-feira, 17 de maio de 2017

Resenha: "Cadu e Mari", de A.C. Meyer.

    Olá, leitores!

    Confesso que não pensei, em nenhum momento, que voltaria tão rapidamente para trazer uma resenha nova. Em menos de vinte quatro horas fui surpreendida com o término da leitura de “Cadu e Mari”, de A. C. Meyer, e, por esse motivo, teremos compartilhamento de experiências neste local. Vem comigo!

    “Cadu e Mari foram feitos um para o outro. Gostam das mesmas músicas, têm visões parecidas de vida e até a mesma veia para o humor. E estão perdidamente apaixonados. Têm um futuro maravilhoso pela frente. Exceto pelo fato de que não, eles não foram feitos um para o outro. Não aos olhos do mundo. Para viver esse amor, os dois vão precisar enfrentar preconceitos, vencer intrigas e até desvendar um golpe na empresa de Cadu. Tudo para provar que eles merecem viver seu amor e serem felizes para sempre mesmo vindos de mundos tão diferentes.”

    Como disse anteriormente, na resenha dupla, falarei pouco a respeito da obra, porém, pretendo ser sincera e dar minha opinião genuína a respeito do que li. - Iniciando, digo que apaixonei-me pela capa do livro ao vê-lo no site da Saraiva, no entanto, fui realmente conquista após ler a Sinopse exposta. Acho que todos nós vivemos momentos em que queremos coisas que parecem distantes demais da nossa realidade e isso acontece entre Cadu e Mari. Ela, uma espécie de secretária e, ele, o chefe.

    O frio na barriga que A. C. Meyer descreveu nos momentos de amor vividos por eles eu também senti. Sofri junto com Mari nas ocasiões em que as coisas não estavam em seus devidos lugares e admirei a postura de homem mostrada por Cadu. Existiram momentos em que simplesmente enxerguei falhas nos dois, medos e inseguranças, incertezas e sentimentos que existem em mim e em todos nós.

Vi uma Mari longe do corpo ideal, apenas uma menina extremamente brasileira com suas curvas e    detalhes originais; comia pizza e tentava não se importar com os comentários maldosos ditos na empresa onde trabalhava. Enfrentou o preconceito de Zeca, irmão de Cadu, e de outros funcionários. Contudo, ela amou, simples e puramente, Carlos Eduardo, o homem que se revelou perdidamente apaixonado por ela.

Uma das coisas mais fascinantes que percebi: a autora se preocupou em mostrar a versão de cada um. Pudemos ler sobre as lágrimas e sorrisos trocados, segundo o coração dos personagens principais. - No início, achei que Rodrigo, amigo de Cadu, seria apenas mais um rapaz descomprometido com as mulheres, todavia, ele foi brilhante ao final da história, assim como Laís, a melhor amiga de Mari.

Esse livro de qual estou falando não é apenas mais uma obra, ele é simplesmente um relato de emoções vivenciadas todos os dias em meio a uma sociedade que se torna cada vez mais fria calculista.

Copyright 🇨 2017 por  A. C. Meyer
    Páginas: 280

Obs.: É um livro de romance, sim. É meloso e cheio de dúvidas e certezas. Chorei? Chorei, pode apostar.

NOTA: 10

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